Hamilton: seis horas diárias no ar (Foto: Mario Rodrigues)
Responsável por captar as imagens para o programa Cidade Alerta, da Record, o comandante Hamilton Alves da Rocha tem passado seis horas por dia no ar desde que as manifestações tomaram conta da cidade. De lá de cima, Hamilton cobre os protestos no comando de seu helicóptero Robinson East 2012 equipado com cinco câmaras de alta definição. “As manifestações são emocionantes de ver”, diz ele. Mais sobre sua cobertura:
É mais fácil cobrir as passeatas do ar ou em terra?
De cima, com certeza. O helicóptero se mostrou a forma mais segura de produzir imagens, pois lá de baixo carros de imprensa foram queimados e os repórteres não conseguiam entrar com link por sofrer hostilidades. Sem falar que só do ar é possível ver bem a grandiosidade das passeatas.
E quais são os desafios?
Tem hora em que o Marcelo Rezende fica bravo porque não exibo determinada cena ao vivo por minutos seguidos, mas ocorre que todos os canais estão com helicópteros no ar. Globo, Band, SBT e Rede TV! tem um, além dos dois da Record. Ou seja, somos seis – isso sem falar nos helicópteros da polícia. Então giramos em círculo para todos gravar, em determinados pontos eu não tenho o melhor ângulo. O Marcelo Rezende não pode brigar. Ficar gritando no ar-condicionado é fácil, quero ir sentar lá em cima comigo.
Algo de novo em cobrir as manifestações?
Confesso que é emocionante ver o público. Pela altura não consigo escutar nenhum hino ou outro bordão, mas vejo que a maioria está na paz. Os arruaceiros se aproveitam da multidão para aprontar. Vi homens entrando em lojas, roubando ou saqueando, e depois correndo de volta para o meio da multidão para se camuflar. Também vi gente agredindo polícia.
Fonte: Veja São Paulo

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